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segunda-feira, 8 de abril de 2013

E o mundo não acabou


 

E
m um canto perdido deste vasto Universo, em meio a bilhões de galáxias conhecidas, em uma delas que um dia apelidaram de Via-Láctea, estando sob a influência da curvatura espaço-tempo de uma pequena estrela que determinaram ser de magnitude absoluta cinco, e que denominaram de Sol; gravita um planeta minúsculo identificado como Terra, onde há vida, e dentre os seres vivos em vários estágios de adaptação, existem animais supostamente pensantes que nós aqui deste planeta chamamos de seres humanos.

            Estes seres humanos ainda estão iniciando no que chamam de inteligência, aliás, estão em fases primárias que foram alcançadas recentemente mesmo se considerarmos somente a escala de tempo representada do início do aparecimento do próprio astro em que vivem, até os dias de hoje.

Com um conhecimento tão pífio do Universo, este povo que mora nestas paragens, já chegou a achar que a insignificante Terra era o centro de todo o Universo, e que tudo se dava em torno dela, mas descobriram que não era o centro de nada, entretanto, alguns menos preparados para entender o Cosmos, se ligam em superstições e crenças que não tem qualquer ligação com realidade.

            Se este pequeno planeta simplesmente desaparecesse por qualquer razão a qualquer momento, acabando com todos os habitantes, isto não faria nenhuma diferença nem no próprio sistema ao qual pertence, o Sol continuaria a vagar pelo Universo, os outros pedaços de pedra que o orbitam, também seguiriam seu rumo, mas como este inexpressivo planeta é a única morada destes indivíduos, eles se preocupam com o dia em que tudo vai acabar, e devido à ignorância em relação às leis universais, sempre os menos preparados para entender as determinações da física, querem diante do seu desconhecimento estipular em que dia será o derradeiro fim.

            Desde profecias religiosas, a um tal de Nostradamus,  e até suposta previsão Maia, inúmeros meios divinatórios foram proclamados como sendo o arauto da mudança dos tempos, onde a humanidade seria expulsa da Terra, sendo que alguns seriam arrebatados para um paraíso, tão imaginário que é até difícil pensar como seria.

            Previsões e mais previsões falharam, e fica difícil entender o porquê de tantas pessoas quererem este fim, pois cada vez que uma adivinhação se demonstra falsa, aparece outra, através de outro profeta, outra interpretação de um livro, outro fato desconexo. Para muitos o mundo tem que acabar o mais rápido possível para que eles estejam vivos quando isto acontecer. Que dicotomia! Estar vivo para presenciar o próprio desaparecimento?  Existem alguns que são tão confusos que estocam mantimentos para sobreviverem em um mundo que vai acabar, pode?

            Enquanto isto, continuamos vivendo nossas diferenças, nossas guerras, nossas ilusões de vida.  Convivemos com o que consideramos injustiças, também com  um conceito de beleza natural feito pelo ser humano pela observação da natureza cuja qual estes pequenos animais aguardam quando será a destruição, mas os vales e montanhas persistem em demonstrar uma relativa grandeza se comparados aos habitantes deste conjunto de rocha, água,  gás e vida.

            Povos ainda continuam habitando a Terra, apesar das diferenças que a própria humanidade não aceita, mas que ela mesma fabrica: Pessoas preocupadas com a próxima refeição, com a diversão e com a invenção de alguma explicação particular para tudo que não entendem.

            Nem calendário Maia, nem livro sagrado, nem videntes, nem qualquer oráculo podem determinar o futuro, mas é possível acreditar que isto não significa que o mesmo não possa ser moldado, e apesar da inexistência de livre arbítrio, a espécie humana pode ao invés de se preocupar com a destruição, se ocupar da construção, pois o mundo em que vivemos ainda não contempla a satisfação para todos, principalmente em relação a um sentido que o Universo simplesmente ignora e que os seres humanos chamam de sentido para a vida.

            Ainda nos colocamos como o centro do Universo, mesmo sabendo que isto não é verdade. Ainda achamos que podemos controlar os desígnios de nossas vidas. Ainda pensamos que em algum lugar existe um futuro, seja ele tenebroso, ou dentro das maiores maravilhas ilusórias, futuro este que acaba se tornando por conta das esperanças, sempre melhor que o presente, mesmo que seja completamente desconhecido.

E apesar de nossa arrogância em tentar adivinhar o futuro, ainda estamos aqui avançando, insignificantes como sempre.
     



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